27 março

REGIÃO - DECLARAÇÃO DO CONSELHO EMPRESARIAL DO TÂMEGA E SOUSA SOBRE A COVID-19

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Face ao avanço da propagação da COVID-19 e suas implicações a nível mundial, para o país e naturalmente para a região do Tâmega e Sousa, o Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS) - na pessoa do Sr. Presidente, Emídio Monteiro - declara o seguinte: 
“Estamos a viver um tempo sem precedentes, cujos desafios impostos exigem uma atuação conjunta e concertada. Saudamos todas as medidas preventivas que têm sido implementadas, toda a colaboração e apoio incansável prestado por todas as entidades e profissionais que estão no terreno. 
Todavia, tendo presente as circunstâncias determinadas pela reação à pandemia, constatamos o seguinte:
1. A emergência do surto do vírus causou, como tem sido amplamente veiculado, um enorme sobressalto na vida dos cidadãos do Tâmega e Sousa (e de todo o país);
2. Associa-se ainda hoje a Felgueiras e a Lousada, concelhos que integram esta região, o surgimento e propagação do vírus;
3. Desse facto tem resultado danos de imagem (que de momento não configuram a maior preocupação), mas sobretudo danos de natureza económica que importa identificar e, dentro do que é permitido pelas circunstâncias, desde já combater:
a. A economia regional está fortemente assente em indústrias ligadas à produção de bens de grande consumo mundial;
b. Lembramos, o Calçado, o Têxtil e Vestuário, o Mobiliário, para apenas salientar alguns dos mais relevantes;
c. Ora, como é reconhecido, as empresas destes setores utilizam mão de obra intensiva e estão fortemente expostas à concorrência global;
d. De tal natureza tem-se verificado enormes perdas causadas, designadamente, por:
i. Perdas da capacidade produtiva pela indisponibilidade temporária da mão de obra;
ii. Perda de encomendas (sobretudo as internacionais), em função do decaimento da procura, assim como pela incapacidade das empresas locais cumprirem prazos de entrega;
iii. Dificuldades no recebimento do valor das encomendas, em função da queda da procura no retalho internacional.
e. Simultaneamente, pela forte incidência territorial, as restantes empresas da região foram as primeiras a sofrer os impactes gerados pela situação de alerta e isolamento social, causado pela pandemia. Facto, que tem determinado uma grande contração dos negócios em todas as empresas, mas essencialmente naquelas que requerem consumos diários dos seus clientes para sustentar o negócio;
f. É conhecida a dificuldade dos negócios ligados à Restauração e ao Comércio de proximidade.
 
Em face do que precede, informamos que a Direção do Conselho Empresarial decidiu:
 
1. Aderir às propostas da AEP - Associação Empresarial de Portugal, para o quadro de medidas para minorar o impacto económico da COVID-19;
2. Lançar, em articulação com a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico do Porto (ESTG-IPP), os trabalhos para criação de um Plano de Relançamento da Economia da região do Tâmega e Sousa.”