Incêndio destrói fábrica
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Paços de Ferreira

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Uma fábrica de polimentos de móveis ardeu, hoje de manhã, na freguesia de Seroa, Paços de Ferreira. Porque a unidade fabril opera junto a uma habitação com dois pisos, os bombeiros desenvolveram um ataque defensivo ao fogo, cujas chamas acabaram por consumir todo o recheio do interior: móveis, maquinarias e madeiras.

 

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Fernando Quintas, dono da oficina, estava em casa, a poucos quilómetros dali, quando foi alertado para o incêndio. Chegado à fábrica, o comerciante deparou com alguns vizinhos em pânico e atarefados na luta contra as chamas violentas.

Bruno Pacheco mora com os pais numa habitação contígua à fábrica. Acabara de se levantar, cerca das oito horas. “Sentimos o fumo e o calor das chamas e saímos de casa. Foi um susto grande, mas felizmente o lume não passou da fábrica para as casas”, contou.

Os Bombeiros de Paços de Ferreira foram alertados às 8h19 e num curto espaço de tempo chegaram à Rua D. Afonso Henriques, em Seroa, onde se localiza a fábrica. Rapidamente, evitaram o alastramento das chamas. “Optámos por um ataque defensivo, havia casas juntas à fábrica. A carga térmica lá dentro era muito forte e as chamas rapidamente consumiram tudo: vernizes, máquinas e madeiras”, explicou o segundo comandante da corporação pacense, António Barbosa.

Já com o incêndio debelado, o proprietário dos “Móveis Quintas” explicou que naquela fábrica trabalham apenas três operários.

Ainda sem noção do prejuízo total, Fernando Quintas explicou que o espaço ardido era usado para pequenos acabamentos de mobílias, desconhecendo as causas do incêndio.

“Vamos accionar o seguro e esperar para perceber o que originou este incêndio”, disse. A GNR e, mais tarde, inspectores da Polícia Judiciária do Porto inspeccionaram o local. Ao final da manhã, o incêndio foi declarado extinto.